Rio Mucajaí é usado como rota para chegar ao garimpo.

 

Um grupo de 10 garimpeiros ilegais que exploram minérios na Terra Indígena Yanomami se alimentam de farinha de mandioca enquanto navegam pelo rio Mucajaí. Eles estão em fuga após o início das ações de repressão governamentais.

O rio Mucajaí é uma das rotas usadas para chegar ao garimpo, levando de 8 a 10 dias de barco até Boa Vista. No entanto, a extração de minérios ilegais por esses invasores contaminou o rio e fez com que não houvesse mais peixes para pescar.

A estimativa é que ao menos 20 mil garimpeiros estejam na Terra Indígena Yanomami, causando uma crise humanitária sem precedentes no território. São pouco mais de 30 mil Yanomami na área que deveria ser preservada, mas o garimpo ilegal avançou 54% apenas em 2022.

Nesta quarta-feira, a Polícia Federal prometeu retirar todos os garimpeiros ilegais que exploram minérios na Terra Indígena Yanomami. A operação tem o objetivo de identificar todas as pessoas envolvidas, assim como ocorreu nos ataques terroristas de 8 de janeiro. A força-tarefa do governo federal já destruiu um avião, um trator de esteira e estruturas usadas na logística do garimpo.

 



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